“Barcentina”!

Após essa Copa América, mais uma vez o craque argentino e melhor jogador do mundo, Messi, deixou a desejar em suas atuações por sua seleção nacional. Há quem diga que Messi não é tão bom justamente por causa de seu insucesso pela seleção, há torcedores argentinos que não o têm como ídolo por não ter atuado profissionalmente por nenhum clube nacional. Mas qual é o problema, afinal? E qual é a solução?

Vamos começar do princípio da carreira do jogador. Messi foi para a Espanha, mais especificamente para o Barcelona, com apenas 13 anos de idade, portanto muito novo. Todo o seu posicionameto, sua movimentação, sua inteligência, sua tática no geral, foi aprendida e moldada no Barcelona. Então o que acontece hoje é que Messi não é mais um jogador argentino, e sim um jogador espanhol que nasceu na Argentina. O Lionel não sabe jogar outro futebol que não seja o “barcelonista”, pois ele cresceu no Barça e foi treinado, tanto fisica quanto mentalmente, para jogar o futebol do e no Barcelona, que não por acaso é o mesmo futebol da seleção espanhola (afinal a seleção espanhola é quase todo o time do barcelona). Na verdade a seleção espanhola é praticamente o Barcelona sem “um” Messi, e a seleção argentina é o Messi sem “um” Barcelona. Portanto esse é o grande lado negativo de jogar futebol tanto tempo em um lugar só, principalmente num lugar que não seja o seu país, e agravado mais ainda se o seu time for o Barcelona, que é um time taticamente e psicologicamente diferente de 99%  dos times do mundo todo, é um time único, e talvez, por isso tudo, sim, o Messi só saiba jogar no Barcelona. Então, diante disso tudo, o que fazer para que o Messi jogue em qualquer outro time (nesse caso a seleção argentina) pelo menos semelhante ao que ele joga no clube Catalão? A resposta é fácil: Adaptar o time a ele, tentando deixá-lo no máximo de conforto possível; e executar parece missão impossível, mas que tal fazer uma seleção “Barcentina”?! Tendo possível duas disposições táticas (iguais às do Barcelona), abrindo mão de algumas estrelas e colocando jogadores improváveis, mas que tem características semelhantes às dos motores Xavi e Iniesta (do Barça), temos isso:

Parece muito ousado, para alguns parece até piada, do tipo: “Hahahaha! Conca e Montillo na seleção? Até eu sou melhor!”. Tem gente que acha um absurdo essa idéia, mas eu não vejo solução melhor, o esquema é como o do Barcelona de um tempo atrás, com o Messi na posição de ponta esquerda (onde ele sempre jogou e se sente mais confortável), caindo também como central como faz hoje no Barcelona, para tabelar com um dos dois atacantes e se infiltrar na área, como também faz no Barça. E quando o Messi cai para central o Conca preencheria o espaço na ponta esquerda. Mascherano de zagueiro é a melhor opção na zaga, visto que a Argentina é muito fraca na defesa e esse jogador vem se saindo muito bem, mas muito bem mesmo, como zagueiro improvisado também no Barça. O companheiro de zaga de Javier não é o velho Nicolás Burdisso, e sim seu jovem irmão Guillermo Burdisso, de 23 anos, do Spartak Moscow, fazendo uma mescla de idades e gerações. Agora, voltando ao assunto Conca/Montillo, podem não ser estrelas como Tévez, Aguero, Maxi Rodriguez… Mas são os jogadores argentinos que mais têm características em comum com Xavi e Iniesta; claro que em proporções bem diferentes, sem comparações de qualidade. E Di María teria que se adaptar à posição de ponta esquerda ou então pode ser substituído por Kun Aguero.

Outra opção de formação tática é com o Messi de central, como joga no Barça, e Aguero e Tévez respectivamente nas pontas direita e esquerda respectivamente, se infiltrando dentro da área (assim também como Pedro e Villa no Barça, respectivamente). Porém, por uma muito sutil mudança tática, colocando Di Maria e Javier Pastore no lugar de Montillo e Conca. O raciocínio é lógico e simples: com Tévez e Aguero mais pertos da área, mais fixos e Messi de central se perde o ataque pelas pontas, assim, então, normalmente os laterais passariam a subir mais ao ataque, como faz, por exemplo, Daniel Alves no Barcelona, porém o lateral-direito é Javier Zanetti, que não tem tanta velocidade, em vista de já ser uma jogador mais velho (37 anos). Desta forma, os meias é que passariam a desempenhar mais esse papel de ataque pelas pontas, mas Conca e Montillo não têm a velocidade necessária para fazer esse trabalho, assim eu coloco os jovens e velozes Di Maria e Javier Pastore. É assim:

~ por Raphael Mariano de Souza 7 em 25/07/2011.

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